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Frases da Semana VI — O Fenômeno El Nine

As frases que abalaram o Brasil (e o mundo) nesta semana...

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Ari Fusevick
ago 16, 2026
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Esta semana, enquanto os meteorologistas culpavam o pobre do El Niño pelo ciclone-bomba que varreu o Sul do país, outro fenômeno de proporções ainda mais devastadoras continuou a castigar o resto do território nacional: o abominável “El Nine”. Trata-se de uma anomalia ética, atmosférica e tributária que, por onde passa, provoca ciclones de propinas, tempestades de bravatas e rajadas de impostos, sempre com a possibilidade de tungadas no seu bolso.

No rastro da destruição, a paisagem é desoladora. Viu-se artista engajado passando fome na porta do McDonald’s, identificou-se uma nova espécie de parasita buscando se alojar nos buracos mais exóticos do Centrão e, finalmente, exames de laboratório de altíssima precisão confirmaram de que matéria-prima é feito o partido do governo. Neste cenário de terra arrasada, nossa melhor aposta é encarar o eclipse solar de frente e sem óculos de proteção.

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Abrindo os trabalhos, surge o santo ladroeiro do Frases da Semana anunciando aquilo que seria uma vitória da Ciência, na batalha fratricida que ela vem travando com a História. Disse o vaso inquebrável Luiz Inácio Lula da Silva:

“Eu vou viver até os 120 anos” — Lula, o Highlander de Garanhuns.

Olha, pode até ser. Afinal de contas, a medicina hoje em dia avança a passos largos — ainda que frequentemente na direção errada. Mas não há motivo para desespero generalizado. Lula pode até querer atingir o sesquicentenário no cargo, porém a nossa Constituição proíbe expressamente a aplicação de penas perpétuas ao povo brasileiro. Resta apenas apurar se o STF concorda com esse detalhe técnico.

Logo em seguida, aporta em nossas páginas um legítimo representante da elite consciente, fervoroso defensor do fim da jornada 6x1 — pelo menos até descobrir que, se o proletariado aderir à ideia, ele corre o risco de ficar sem o seu lanchinho da madrugada. É o ator global Bruno Gagliasso, dedurando o chapeiro que resolveu encerrar o expediente dez minutinhos mais cedo:

“McDonald’s dizendo que é até as 23h, mas na verdade, fecha 22h50” — Bruno Gagliasso, fiscal de ponto.

É bom ir começando uma dieta rigorosa, Bruno... Quando a revolução proletária finalmente chegar ao Leblon, o burguês pelego será o primeiro a ser enviado para o gulag. E lá não tem o McLanche Feliz — apenas o Triste.

Chega a vez de Fernando Taxxad, o decano poste de estimação do laranjal petista. Durante debate televisivo, o ex-estagiário da Fazenda subiu nas tamancas ao ser lembrado do dia em que subiu no palanque ao lado de um traficante:

“Tarcísio, que deselegância! Acha que eu vou saber quem é do tráfico como você conhece?” — Fernando Haddad, sabe nada, inocente.

Como sempre, a ignorância continua sendo o argumento mais sólido do Dr. Taxxad. Em sua defesa, reconheça-se que a comercialização de qualquer mercadoria (o que inclui os “tóchicos”) realmente foge à sua especialidade. Se fosse um doleiro tarimbado, um empreiteiro baiano ou um coirmão laranja, o reconhecimento teria sido imediato.

Agora, convenhamos: enquanto Lula viaja o mundo posando ao lado dos mais seletos ditadores globais e o Alckmin tira selfies com os terroristas mais quentes do momento, o coitado do Taxxad só consegue sair na foto com gerente de boca de fumo na Cracolândia. Não sobrou nada para o betinha mesmo…

Agora, em mais um capítulo da sua incansável batalha contra a alfabetização, Lula retorna ao nosso certame proclamando, com irreprimível orgulho, a sua própria ignorância:

“Precisou esperar chegar um semianalfabeto como eu para fazer o que eles tinham que ter feito!” — Lula, macho-analfa.

Calma, Nine... menos soberba. Proclamar-se “semi” analfabeto assim, sem apresentar nenhuma prova documental ou teste de aptidão? Seria o equivalente ao cantor Caneta Azul declarar que se considera um “semi” William Shakespeare. É preciso respeitar a hierarquia! O semianalfabetismo de alto nível também exige dedicação e, quem sabe, até um diploma (de verdade, não aqueles engodos honoris causa).

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O candidato nanico Renan Santos, o famigerado Chico Linguiça, continua demonstrando que está plenamente capacitado para suceder Lula. Não na Presidência, mas nas bravatas. Antigo crítico feroz do Centrão, o adolescente tardio já começa a exibir aquela virtude indispensável a qualquer postulante ao poder: a flexibilidade moral.

“O eleitor brasileiro vai eleger pelo menos 300 parasitas e vagabundos. Como eu sou um democrata, eu vou ter que compor” — Renan Santos, tchutchuca do Centrão.

Muita gente questionava a capacidade administrativa de Renan, mas, baseado em seu histórico, a promessa de trabalhar cercado por vagabundos e parasitas é uma que ele conseguirá cumprir já no primeiro dia. Resta saber qual é o parasita de preferência para o seu Centrão: a lombriga ou o oxiúro?

Quem não deixa de nos parasitar é a nossa Faraona e censuradora-geral da República, Janja Lula da Silva! Nesta semana, a ilustre primeira-dama de segunda resolveu utilizar uma tragédia como palanque para exigir a censura de mais uma rede social, desta vez o aplicativo Discord:

“Eu vou novamente aqui reiterar a minha luta para que essa plataforma seja banida do Brasil” — Janja Lula da Silva, Censuradora-Geral da República.

Imaginem se a Esbanja tivesse essa mesma disposição para acabar com a corrupção, o crime organizado ou o desperdício do dinheirinho público... Mas, do jeito que as coisas andam, daqui a pouco só será permitido ao cidadão conversar pessoalmente, mediante autorização judicial e com a presença da Sra. Janja anotando tudo para revisão posterior.

Quem reassumiu o seu lugar de direito no trono do besteirol foi Luiz Inácio Lula da Silva. Prêmio merecidíssimo, pois o governante fez algo raríssimo em sua biografia: foi honesto, sincero e finalmente produziu a autocrítica que passou a vida inteira evitando:

“O PT é ruim, é uma merda, mas é a minha merda” — Lula, falando o que tem na cabeça.

A população já suspeitava da natureza do material pelo cheiro que exala das repartições públicas... Essa substância está impregnada no DNA do partido, na cabeça do seu eleitorado e vem adubando a política nacional há mais de quarenta anos. E já que o governante admitiu fazer na vida pública exatamente aquilo que faz na privada, poderia, pelo menos, dar a descarga e lavar as mãos depois.

Finalmentes

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