Frases da Semana - III
As frases que abalaram o Brasil (e o mundo) nesta semana...
Não deixem de ler as Frases da Semana, na íntegra, no site da Gazeta do Povo. E, logo abaixo, a versão em vídeo apresentada pelo dileto, distinto e donairoso Paulo Polzonoff Jr.:
A derrota da Argentina foi providencial, nem que seja para findar as chatíssimas comparações entre Pelé e Messi. Comparações tão descabidas quanto aquelas entre Lula e Al Capone, que só fazem diminuir o produto nacional, como se o vigarista brasileiro tivesse que ser sempre um trombadinha à espreita de um arrastão, sem direito a pleitear o protagonismo global do crime de colarinho branco. Ou de capa preta. Questão de brio. E soberania.
Assim, a coluna hoje é publicada sob um rigoroso protesto. Um protesto de peito aberto contra os desmandos de uma organização mafiosa que muda as regras no meio do jogo, manipula os resultados conforme seus interesses é comandada por um cidadão careca e de feições sinistras, que vive atolado em denúncias de corrupção que nunca se explicam. Estamos falando da FIFA, é claro. Já que a censura prévia não está para brincadeiras.
Feito o devido preâmbulo, abra-se o desfile da imbecilidade nacional com o blogueiro de situação Reinaldo Azevedo na comissão (20%) de frente, destilando o seu veneno. Depois que Léo Dias e outros profissionais da fofoca resolveram invadir a menos nobre seara da política, Reinaldo lançou-se em vibrante contra-ataque e já estreou trazendo um babado quentíssimo sobre o senador Flávio Bolsonaro:
“Já se admite amplamente que existe um vídeo privado em que Flávio aparece numa situação que não é compatível com aquilo que no bolsonarismo se chama um homem de família” — Reinaldo Azevedo, que, além de aumentar, também inventa.
Ok, ok, ok... mas, Tio Rei, você foi visto! Nossos informantes na Dark Web garantem que estão rolando vários vídeos, muito públicos inclusive, em que o Senhor aparece em situações completamente incompatíveis com tudo aquilo que sempre pregou. A pergunta que se segue é: será que existe alguma fofoca, ainda desconhecida do grande público, que explique essa virada de casaca tão fenomenal?
Na sequência das nossas investigações patrióticas, deparamo-nos com o dedo (perdido) em riste de Luiz Inácio, inserindo o Brasil na disputa global pelas chamadas “terras raras”. Para tanto, Lula lançou mão daquele recurso que possui em maior e mais democrática abundância: o analfabetismo.
“Eu, sinceramente, achei que a gente era quase que analfabeto nesse assunto” — Lula, PhD em analfabetismo.
Mas os leitores podem ficar tranquilos: se no mercado internacional essas terras são raras, por aqui as bravatas são de uma fartura constrangedora. Graças ao incansável esforço oficial, o país hoje goza de jazidas inesgotáveis de enrolânio, mentírio, pilantróbio e da valiosíssima propinita enriquecida, cuja concessão exclusiva, ao que parece, acabou nas mãos dos pelelecos do Banco Master.
No Recife, a deputada-mirim Tabata Amaral, musa das bancas de apostas eletrônicas em quermesses e demais festas juninas, correu a exigir a urgência urgentíssima de um projeto de lei contra a misoginia desautorizada. Mas, no meio de tanto lero-lero e siricuticos, a faceira normalista acabou escondendo o gato, mas deixando o rabo pra fora do armário.
“Essa Lei vai ser aprovada e vai valer antes da eleição” — Tabata Amaral, sinhazinha.
Com os olhos marejados de gratidão cívica, agradecemos o esclarecimento. Por um triz, a plebe ignara temeu que a mordaça, além de profilática, fosse perpétua. Felizmente, trata-se apenas de calar a boca do cidadão durante o pleito. Ao apagar das luzes das urnas eletrônicas, garante-se o retorno da ampla liberdade de expressão — mas apenas para os discursos de calibres previamente homologados pela magistrada Cármen Lúcia, naturalmente.
E quando muitos julgavam que o paganismo recreativo nacional já tinha dado o que tinha de dar, eis que ressurge o Cabo Daciolo, homem cujos ciclos biológicos continuam regularíssimos, para anunciar mais uma de suas candidaturas bissextas. Para alegria dos místicos e terror dos mais asseados, o cabo escancarou sua cornucópia de sandices (o que os gregos antigos chamavam de “chifre da abundância”) e lançou graves suspeitas sobre a existência de um suposto sósia do Lula.
“Eu quero então que sane a dúvida de todos os brasileiros que não acreditam também que esse cara aí que está correndo para lá e para cá seja o Lula” — Cabo Daciolo, Glória a Deus!
A polêmica começou porque andaram circulando por aí umas fotos escandalosas em que o mandatário aparecia, pasmem os senhores, trabalhando. Uma humilhação à qual Sua Excelência jamais se submeteria por livre e espontânea vontade. O cabo, enfurecido com a audácia, exigiu logo um exame de DNA para tirar a prova dos nine e sossegar a opinião pública. Mas médicos geneticistas ouvidos por esta coluna (no Posto 12 do Leblon após baterem o cartão no SUS e fugirem para a praia) garantem que o procedimento é inútil: em se tratando do referido personagem, o teste de laboratório iria apontar, no máximo, que o sósia do Lula é, na verdade, sósia de um amigo dele.
No Rio Grande do Norte, a operosa governadora Fátima Bezerra promoveu a inauguração solene de um intricado sistema hídrico dotado de uma inédita conexão entre um cano de PVC e uma torneira. Obra digna de um Elon Musk. O ponto alto da solenidade deu-se quando Sua Excelência, imbuída de um espírito que misturava a fina eloquência de Dilma Rousseff com a vasta erudição de Janja Lula da Silva — conforme manda a rigorosa etiqueta que rege o protocolo de inauguração de tubos para coliformes —, brindou os presentes com um discurso inflamado.
“3, 2, 1... Teje entregue!” — Fátima Bezerra, entrando pelo cano.
A jogada de marketing da governadora pode até ter feito água, mas o respeitável público não perde por esperar. Em breve, Fátima poderá ser vista inaugurando a maior obra de saneamento básico do país. Trata-se de um sistema capaz de despejar trezentos milhões de litros de esgoto em apenas dez minutos: o horário eleitoral gratuito do PT.
Quem também não quis deixar por menos e fez questão de brindar o distinto público com mais uma aparição foi o sempre serelepe, lépido e fagueiro Lula da Silva. E vejam que o cefalópode ficou tão decepcionado com a derrota da Seleção esta semana que, tomado de um inédito e constrangido pudor, fez questão de externar tal estranho sentimento.
“Gente, que vergonha” — Lula, sem-vergonha.
Eis que testemunhamos o primeiro milagre de São Neymar Jr.! Afinal, fazer Lula sentir vergonha na cara é um prodígio muito mais complexo do que fazer voltar a andar os paralíticos ou ressuscitar os mortos na fila do SUS. Nossas fontes infiltradas na Santa Sé indicam que o processo de canonização do atleta foi aberto de imediato; porém o Papa Leão XIV recuou do processo ao ser informado de que Lula voltou a prometer picanha ao povo, e concluir que os efeitos do milagre foram apenas passageiros.
Para fechar a conta com chave de ouro — ou melhor, com chave platinum, Black, Infinity, Personnalité corporativa sem limites —, registramos a garbosa presença da gastadeira-geral da nação, a faraona-consorte Janja Lula da Silva. Esta semana, a Esbanja resolveu mandar um recado curto e grosso para quem ousava achar que ela era apenas mais um rostinho bonito nas fileiras da esquerda (nada contra Jandira Feghali, Érika Hilton ou Benedita da Silva) e garantiu que pega pesado no batente.
“A sociedade brasileira nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse” — Janja Lula da Silva, primeira-dama de segunda.
Dando o braço a torcer, é a mais pura verdade. Nunca se viu tamanho furor laboral de uma primeira-patroa. Janja trabalha como cuidadora de idoso, agente de turismo, decoradora de palácios e fiscal de redes sociais. Praticamente uma ministra sem pasta, mas com muitas malas de viagem. E seu gabinete custa ao contribuinte apenas dois milhõezinhos por ano. Trata-se de uma verdadeira pechincha para o erário público, considerando que outras primeiras-damas por aí chegam a cobrar 129 milhões de reais para não fazerem nada. Na melhor das hipóteses.


